Querido Airhard,
O meu nome é sh00tn00b e, no outro dia, fui a um jogo. O dia começou bem. A minha mãe foi dizer-me adeus à janela e o meu pai levou-me ao cais de Alcântara para eu embarcar no Niassa, a caminho de Angola, onde ia fazer a guerra. Entretanto acordei, calcei as minhas pantufas e fui dar de comer ao meu gato, o Bolinhas.
Esta vida de Militar de Airsoft é complicada. Woodland ou OD? Marpat ou Multicam? São decisões que podem afectar o desfecho de um combate. Recuso-me a perder homens por causa de uma má escolha de camuflado.
Depois, fui lavar os dentes e pus-me a treinar caras de mau em frente ao espelho. É que isto do Airsoft é muito giro, mas não andamos aqui a brincar! Por este andar, qualquer dia há amadores a praticar Airsoft. Impensável e indesculpável.
Peguei na carta militar e vi qual era a melhor forma de chegar ao terreno de combate. Cheguei lá, estacionei o M113 em 2ª fila, vesti o meu colete que, pelo sim, pelo não, trava até balas reais, preparei a minha arma com BBs perfurantes e fui-me a eles.
Eis então que detona uma bomba atómica. Não no sentido literal, mas quase. Não é que estava lá uma MIÚDA de 17 anos?!? Para começar, uma mulher em combate, não é aceitável. Ainda por cima, meu Deus, Pátria e Família… com 17 anos?!? Mas não percebem que assim acabam com o Airsoft? Qualquer dia, aparecem gajos gordos, não?
A minha pergunta ao Airhard é apenas esta: nota-se muito que eu gosto de levar no cu?